Maria, síntese do universo

Quando se observa uma bela pedra preciosa podemos ficar admirados com o fulgor de suas cores, o acerto com que foi lapidada, etc. Porém se  esta mesma pedra estiver incrustada, por exemplo, no alto de uma coroa, vemos que ela ganha em significado e se compreende melhor seu valor por ter sido colocada naquele lugar. Na ilustração que abre este post, a pedra preciosa colocada no centro da cruz, no alto da coroa ganhou muito em ter sido colocada ali.

Esse fato material, natural é por sua vez símbolo de uma beleza especial, já não material, mas espiritual.

 Apliquemos esse princípio a Nossa Senhora. Por que Deus a colocou tão alto na ordem espiritual a ponto d’Ela ser Mãe d’Ele feito homem, ser Rainha e Senhora dos Anjos, seres por sua natureza superiores a Ela?

Deus, sendo a própria Sabedoria, dispôs os seres criados numa escala perfeita: minerais (inertes, sem vida), vegetais (já têm vida, mas não sentem nem movem-se), os animais (além da vida, movem-se e sentem), o homem (corpo como os animais, porém com alma inteligente e imortal) e por fim os Anjos (puros espíritos)

Vendo essa gradação que vai da matéria inanimada até o sublime espírito de um Anjo, pode-se verificar que o homem é uma espécie de resumo de todo conjunto: tem em si minerais, vegetais (por exemplo, a flora intestinal), tem corpo como os animais e espírito como os Anjos.

Por esta razão, afirmam os teólogos, Deus quis encarnar-se num homem, honrando desse modo o conjunto da Criação. E para ser inteiramente homem sem deixar de ser Deus, escolheu Nossa Senhora para n’Ela ser concebido milagrosamente. (1)

Elevada assim colaborar com a Encarnação, Maria Santíssima ficou posta por Deus num patamar espiritual superior ao mais alto dos Anjos.

O vídeo que hoje apresentamos mostra bem aquilo que Ela própria afirma no Magnificat, o canto que entoou na visita a sua prima Isabel: Fez em mim grandes coisas Aquele que é poderoso e cujo nome é santo. (Lc 1, 49)

VÌDEO – clique na imagem

 

 

(1) No projeto STURP (Shroud of Turin Research Project) realizado pela NASA em 1978, na amostra de sangue encontrada no Santo Sudário de Turim, houve dois achados impressionantes: 1º – todos os itens do hemograma estavam no estado de perfeição; 2º (e é mais impressionante!) O DNA só continha o elemento feminino, confirmando assim as palavras do Anjo a Nossa Senhora de que Ela não deixaria de ser virgem, pois quem geraria milagrosamente a Jesus seria o Espírito Santo (Cf. Lc 1, 36). Cf. http://www.shroudofturin.com/sturp.html ,ver também https://er.jsc.nasa.gov/seh/shroud.html

Maria Rainha

“(…) chegado à convicção de que seriam grandes as vantagens para a Igreja (…)com Nossa Autoridade Apostólica decretamos e instituímos a festa de Maria Rainha, para ser celebrada cada ano em todo o mundo”.

Com estas palavras o Papa Pio XII instituiu o que o coração de gerações de católicos ansiava: ver Nossa Senhora declarada Rainha. (1)

Por que este título? É apenas metafórico — como dizer que a rosa é a rainha das flores? Ou Maria Santíssima é realmente Rainha? Continue reading

Grandezas de Nossa Senhora

“Fez em mim grandes coisas Aquele que é poderoso e cujo Nome é santo” (Lc 1, 49). Assim reconhece Maria Santíssima as maravilhas que Deus lhe concedeu.

São Luís Grignion, faz o seguinte comentário no Tratado (1): “Os santos disseram coisas admiráveis desta cidade santa de Deus; e nunca foram tão eloquentes nem mais felizes, — eles o confessam — que ao tomá‑la como tema de suas palavras e de seus escritos. E proclamam que é impossível perceber a altura dos seus méritos, que Ela elevou até ao trono da Divindade; que a largura de sua caridade, mais extensa que a terra, não se pode medir; que está além de toda compreensão a grandeza do poder que Ela exerce sobre o próprio Deus; e, enfim, que a profundeza de sua humildade e de todas as suas virtudes e graças são um abismo impossível de sondar. Oh altura incompreensível! Oh largura inefável! Oh grandeza incomensurável! Oh abismo insondável!”

É sobre essas grandezas que trata o Mons. João Clá, Fundador dos Arautos do Evangelho, no vídeo abaixo.

 

(1) São Luís Grignion de Montfort, Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, Ed. Vozes, Petrópolis, 46ª Edição, 3ª reimpressão, 2017, nº 7, p. 22.

 

Resgatando o tempo perdido

Numerosas pessoas comentam o tempo que perdem indo ou voltando do trabalho, da faculdade e de outros percursos nas grandes cidades. Alguém observou que o geral das pessoas passa o tempo olhando o mesmo trajeto que já conhecem incontáveis vezes. Um olhar praticamente sem fruto, inútil. Poucos aproveitam para ir constituindo um tesouro: rezar o Rosário.

Caso você tenha perdido o hábito de rezá-lo, ou “não tenha tempo”, aproveite esse tempo perdido: reze o Rosário.

Para incentivá-lo, as considerações que seguem podem lhe ser úteis.

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Quem não gostaria de um conselho?

Em nosso dia a dia, quantas vezes nos deparamos com situações nas quais é difícil optar por este, aquele — ou aquele(s)… — caminho(s) a tomar? Como gostaríamos ter alguém a nos indicar qual deles tomar, seja para chegar ao fim almejado ou sair de uma situação complicada…

Esse “alguém” existe, caro leitor, e nos aconselhará com o desvelo, o afeto e o carinho de mãe.

Essa Mãe foi escolhida pelo próprio Deus para ensinar e guiar os passos de Jesus Menino e se dispõe a fazer o mesmo conosco …ainda que não sejamos meninos. Trata-se da Mãe do Bom Conselho, venerada a séculos na pequena e pitoresca cidade de Genazzano, bem pertinho de Roma.

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A Estrela que antecede o “Sol da Justiça”

Se prestarmos atenção ao céu pouco antes da aurora, poderemos ver uma estrela a pouca altura do horizonte acima do ponto onde o sol despontará. Esse fato passa despercebido a muitos, pois nessa hora, ou ainda se dorme, ou já se está no corre-corre matutino.

Embora essa estrela não seja vista em todas as latitudes ou em todos meses do ano, a sua frequência fez a voz do povo chamá-la de “estrela da manhã”. Terá isso algum simbolismo de algo mais alto?

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A razão do silêncio

Quem lê os Evangelhos com o devido cuidado e merecido respeito, pode, às vezes, perguntar-se por que Nossa Senhora é tão pouco mencionada.

É uma “minúcia”… que contém uma maravilha.

São Luís Grignion de Montfort, o santo que mais profundamente explicitou a devoção a Nossa Senhora, assim nos diz em seu “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”: Continue reading