Amizade e santidade – Os sete fundadores

Sete Santos Fundadores dos Servitas – 17 de fevereiro
A amizade é um dom de Deus. Este dom é ainda maior quando possibilita aos amigos o contato mais íntimo com Deus a exemplo dos fundadores dos Servos de Maria. Juntos, eles dedicaram suas vidas no serviço aos mais pobres, iluminados por nossa Mãe Maria. Continue reading

Vários carismas se encontram no Carmelo – Bodas de prata da Ir. Maria Benícia

por Cristian Bitencourt

       No Carmelo Mãe da Igreja, foi solenemente celebrada a Santa Missa  pelo Arcebispo Metropolitado de Montes Claros, Dom José Alberto Moura em comemoração às bodas de prata de vida religiosa da Ir. Maria Benícia.

            Em sua homilia, Dom José exortou a todos, a correspondermos ao amor que Deus tem a cada ser humano, Ele que nos criou unicamente por amor.  Disse ainda que o dito de Aristóteles, que Deus não sabe o que se passa em baixo da lua, bem sabemos que Ele tudo conhece e tudo governa com seu amor.

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Porque devoção a Nossa Senhora ?

O conhecimento de Maria no seio da Santa Igreja, a Mariologia, foi se desenvolvendo ao longo dos séculos, desde os Santos Padres, passando por São Bernardo, São Domingos de Gusmão, São João Eudes, Santo Afonso de Ligório e muitos doutores e teólogos, sempre revelando as mais esplendorosas maravilhas sobre a Santíssima Virgem.

Entretanto, parece que a graça de explicar com maior amplitude e profundidade, as excelências da “ Mãe Escondida”, como foi chamada Nossa Senhora,  estava reservada a São Luís Grignion de Montfort. De todas as suas obras, a que mais se destaca é o Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem.

Nossa Senhora de Fátima

Esta obra foi recomendada por diversos Papas, e conta com a aprovação e o apoio do Magistério da Igreja. O Bem Aventurado Pio IX, Leão XIII, São Pio X, Pio XII, são alguns dos Sumos Pontífices que deram aprovação expressa à doutrina deste grande santo.

A respeito da excelência da espiritualidade de São Luís Grignion, o Beato João Paulo II, em diversas ocasiões, teve a oportunidade de afirmar a sua atualidade.

Quando da Beatificação de Jacinta e Francisco, em 13-5-2000, o Papa dirigiu-se às crianças exortando-as com essas palavras de São Luís de Montfort: Digo-vos que “ se avança mais em pouco tempo de submissão e dependência de Maria, que durante anos inteiros de iniciativas pessoais apoiados apenas em si mesmos”.

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Santo da Semana – São Paulo Miki e seus companheiros martires – 6 de fevereiro

(+ Nagazaki, Japão, 1597)

No final da Segunda Guerra Mundial, Hiroshima e Nagasaki, duas importantes cidades Japonesas, sofreram um ataque com bombas nucleares. Os EUA, por meio da ação militar da Força Aérea, sob ordens do presidente norte-americano Harry S. Truman, bombardearam as duas cidades japonesas nos dias 6 e 9 de agosto de 1945.
Até os dias de hoje, as duas bombas foram as únicas armas nucleares utilizadas de fato numa guerra. Estima-se que cerca de 140.000 pessoas morreram em Hiroshima e 80.000 em Nagasaki, além das mortes ocorridas posteriormente aos ataques em decorrência da exposição radioativa.
A maioria dos mortos era composta por civis, mulheres, idosos e crianças, pessoas que não estavam combatendo na guerra.
Essa é uma terrível mancha na historia de Hiroshima e Nagasaki( cidades aliás, por ocasião da 2°Guerra, de grande catolicidade no Japão) que nunca poderemos esquecer e é sem sombra de dúvida , uma vergonha para a nossa história.
Mas 348 anos antes da bomba, Nagazaki foi palco de outro terrível acontecimento, pouco conhecido ou raramente relatado pelos meios de comunicação:  O martírio de São Paulo Miki e seus companheiros, por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, e por amor ao seu Corpo Místico, a Igreja.
O cristianismo foi levado para o Japão por São Francisco Xavier em 1549, chegando a ter milhares de seguidores.
Mas se a catequese obteve êxito não foi somente pelo árduo, sério e respeitoso trabalho dos jesuítas em solo japonês. Foi também graças à coragem dos catequistas locais, como Paulo Miki e seus jovens companheiros.
Miki nasceu em 1564,em Tsunokuni no Japão. Filho de pais ricos foi educado no colégio jesuíta em Anziquiama. A convivência do colégio logo despertou em Paulo o desejo de se juntar à Companhia de Jesus e assim o fez. Tornou-se o primeiro sacerdote jesuíta em sua pátria, conquistando inúmeras conversões com humildade e paciência.
O imperador Toyotomi Hideyoshi, era simpatizante do catolicismo mas, de uma hora para outra, se tornou seu feroz opositor. Por causa da conquista da Coréia, o Japão rompeu com a Espanha em particular e com o Ocidente em geral, motivando uma perseguição contra todos os cristãos. Assim a religião cristã foi proibida no Japão.
Os católicos foram expulsos do país, mas muitos resistiram e ficaram. Só que a repressão não demorou.
São Paulo Miki e os seus 24 companheiros foram feitos prisioneiros pelos soldados de Toyotomi Hideyoshi, submetidos a terríveis humilhações e torturas públicas. Levados em cortejo foram alvo de violência e zombaria pelas ruas e estradas, enquanto seguiam para o local onde seriam executados. Alguns dos companheiros de Paulo Miki eram muito jovens, adolescentes ainda, mas enfrentaram a pena de morte com a mesma coragem do líder. Tomás Cozaki tinha, por exemplo, quatorze anos; Antônio, treze anos e Luis Ibaraki tinha só onze anos de idade.
Foram crucificados em Nagasaki, em 1597, na colina Nishizaka. Morreram cantando o Te Deum. Antes de morrer, São Paulo Miki ainda discursou dizendo: “Agora que cheguei a este ponto extremo da minha vida, nenhum de vós há-de acreditar que eu queira esconder a verdade. Declaro-vos portanto que não há outro caminho para a salvação do que aquele que possuem os cristãos. E como este caminho me ensina a perdoar aos inimigos e a todos os que me ofenderam, eu livremente perdoo ao imperador e a todos os autores da minha morte e peço a todos que recebam o batismo cristão”.
Os crentes se dispersaram para escapar dos massacres e só a partir do momento em que o Japão se abriu novamente aos europeus, os missionários voltaram, as igrejas voltaram a ser construídas e os cristãos do Império do Sol Nascente puderam se reencontrar com sua Santa Mãe, a Igreja.

Paulo Miki e seus companheiros foram canonizados pelo Papa Pio IX, em 1862.

Solange Almeida Soares

Da gruta à catedral medieval

Interior da Gruta Rei do Mato

Num passeio a Sete Lagoas – MG, com jovens aspirantes dos Arautos, nestas férias de janeiro, tivemos a oportunidade de penetrar, e de viver um pouco dentro do silêncio ora majestoso, ora recolhido e profundo da gruta Rei do Mato.

Esta gruta com seus enormes salões, adornados com magníficas estalactites e estalagmites brilhantes, foi objeto do encanto de todos os jovens que por ali passaram. À medida  que íamos adentrando, percebemos que o brilho das estalactites variava de acordo com a intensidade da luz, que incidia sobre elas e às vezes, cintilavam como se estivessem recebendo a luz do sol, outras vezes, devido ao bruxulear da luz, ficavam com tonalidades mais amenas e partes da gruta eram envolvidas por uma misteriosa penumbra.

Frente da Gruta Rei do Mato

 

Contemplando aqueles diversos aspectos de uma mesma gruta, me veio a mente os diferentes tipos de grutas existentes pelo mundo; as grutas iluminadas e as não iluminadas, as já conhecidas pelo homem, e aquelas reservadas até o momento apenas ao conhecimento de Deus e de seus anjos. Quantas maravilhas ainda não reveladas aos homens, escondidas pela natureza, reservadas por desígnio da Divina Providência para o futuro.

Mosteiro de Subiaco

 

Só de pensar que foi numa abençoada gruta em Subiaco, que São Bento inspirado e ao mesmo tempo tomado pelo Espírito Santo, abandonou o convívio dos homens para viver a sós com Deus, e ali numa gruta silenciosa e austera, ora na penumbra de uma provação ou nas grandes consolações do convívio divino, concebeu, idealizou e fez nascer um novo estilo de vida religiosa, os beneditinos. Da gruta onde vivera São Bento nasceu Subiaco, primeiro mosteiro da ordem. Subiaco irradiou a luz da vida  religiosa por toda a Europa, e em pouco tempo o continente estava pervadido de mosteiros beneditinos.

A santidade dos monges e a beleza da vida contemplativa atraíam as pessoas, que construíam suas moradias em volta dos mosteiros, surgindo assim os vilarejos, as vilas e os grandes burgos. Dessa união da vida monástica com a vida civil, e do amor do medieval pelo belo, nascia a catedral medieval, obra prima da civilização cristã. Assim o raio de luz que brilhou na gruta de Subiaco é o mesmo que iluminou e ilumina até hoje a torre da Catedral.

Quantas reflexões pudemos fazer, numa bela gruta do interior de Minas Gerais, imaginando a ação de Deus durante a história, a partir de um monge santo e uma simples gruta.

 

Catedral de Notre Dame

Catedral de Colônia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Luis Bernardo

Primeira ordenação diaconal da Arquidiocese de Montes Claros em 2013

“QUEM PÕE A MÃO NO ARADO E OLHA PARA TRÁS, NÃO É APTO PARA O REINO DE DEUS” (Lc. 9,62)

A arquidiocese de Montes Claros esteve em grande júbilo no dia dois de fevereiro com a ordenação de mais dois diáconos. São eles: Diogo Mauricio Affonso e Wellinton Antônio Pereira Júnior sendo ambos diocesanos.

Mediante a imposição das mãos e oração consecratória de sua Excia. Revma. Dom José Alberto Moura (CSS), arcebispo metropolitano de Montes Claros-MG deu-se a solene ordenação na igreja de Nossa Senhora Rosa Mística, onde os dois candidatos acima mencionados assim como Maria na anunciação do anjo disse o seu sim à vontade de Deus, eles sem olhar para trás disseram também o seu sim diante da afirmação de Nosso Divino Mestre. “Não fostes vós que me escolheste, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça” (Jo. 15,16)

Um dos modos de fazer com que o nosso fruto permaneça é seguindo a voz de nosso pastor, Dom José, que iluminado pela luz do Espírito Santo orienta seu rebanho rumo ao reino de Deus. Na homilia de ordenação, nosso arcebispo disse da importância de se manter a castidade celibatária por toda a vida como um meio eficaz de se desprender das coisas desta terra e se preocupar unicamente com o que refere a Deus.

Rezemos sempre mais fervorosamente para que a Rainha dos sacerdotes nunca deixe de enviar santos ministros de Deus junto ao povo para interceder por cada um de nós.

Imposição das mãos, por Dom José Alberto Moura

 

Fernando Bitencourt

Encontro internacional dos Arautos

A vida religiosa e os conselhos evangélicos

Já neste início de ano  que a Igreja dedica especial atenção aos jovens, em que dioceses do mundo inteiro organizam-se para juntas participarem da Jornada Mundial da Juventude, JMJ, os Arautos reuniram jovens de países da America do Sul para um Congresso com o tema: “A vida religiosa e os conselhos evangélicos”, visando assim o crescimento espiritual e intelectual dos mesmos.

Jantar de despedida no congresso

Foi assim apresentada a beleza, dignidade e nobreza que é ser chamado a se tornar um religioso.  Quando um jovem, estando na Judeia, aproximou-se de Jesus e Lhe perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?” Ele respondeu: “Observa os mandamentos”. Disse-Lhe o jovem: “Já os tenho observado desde a minha infância. Que me falta ainda?” Jesus fixou nele o olhar com grande amor e acrescentou: “Se queres ser perfeito, vai vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás  um tesouro no céu. Depois vem e segue-Me!” O jovem foi-se cheio de tristeza, pois era muito rico e não queria acatar as palavras do Divino Mestre (Cf. MC 10,17,20; Mt 19,18.21).

Anjos antes da prova

Todos os homens são chamados a praticar os mandamentos deixados por Deus, porém, a alguns ele chama para uma via de perfeição, assim como o fez ao moço rico acima mencionado. Após o pecado original todos temos três movimentos desordenados contra os quais devemos estar vigilantes: “a concupscência da carne, a concupscência dos olhos e a soberba da vida” (1 Jo 2,16).

Por isso, temos os conselhos evangélicos àqueles que são chamados a esta via de perfeição: a pobreza, a castidade e a obediência.  Ao renunciarem a seus bens, entregam a Deus o objeto de ambição que tantas vezes os ohos cobiçam; praticando com radicalidade a virtude da pureza, consagram-Lhe seus corpos;  e acatando com alegria as determinações de seus superiores, submetem-lhe a soberba da vida.

São Martinho de Tours

Como os exemplos arrastam, nada melhor que apreciarmos a vida dos santos, que viveram esses conselhos de maneira heróica. São Martinho de Tours, deu-nos magnífico exemplo de desprendimento, quando vendo um pobre homem clamando por socorro pela necessidade de um agasalho para se proteger do frio e ninguém se compadecer, rasgando sua capa de oficial ao meio e a dando ao pobre homem. Podemos nos perguntar: mas ele não deu tudo? Na verdade sim, pois um oficial ao entrar nas legiões romanas pagava apenas metade das despesas indumentárias, o restante era o governo. Portanto aquilo que cabia a ele, foi dado.

São Francisco de Assis, que dizia ter contraído núpcias com a dama Pobreza, foi despojado dos seus bens e até das  vestimentas pelo seu próprio pai em praça pública.

São Francisco de Assis

Maria servia ao Senhor no Templo, mas quando completara a idade em que normalmente as jovens eram encaminhadas ao matrimônio, por volta dos 14 e 15 anos, Simeão, que era o sumo sacerdote, reuniu os descendentes diretos do rei Davi para pedir a Deus que lhe manifestasse quem era digno de desposar tão virtuosa donzela.

São José

 

São José nem sequer comparecera, pois havia feito voto de virgindade desde jovem, e tinha certeza que ele nunca seria escolhido. Porém Simeão fez questão que todos ali estivessem, cada um portando um cajado à mão. José buscou então o mais seco que pudera encontrar. Então como sinal claríssimo, eis que do bastão seco dele florescem lírios, e é ele então o varão escolhido para esposo da Virgem Maria.

 

Batalha angélica

 

Como modelo de obediência temos São Miguel que, com o brado de fidelidade a Deus “Quem como Deus!” congregou junto de si os espíritos celestiais fiéis a Deus após a prova à qual foram submetidos, e expulsou Lúcifer e os espíritos orgulhosos que se revoltaram face à  vontade divina.