O CÉU E A TERRA PASSARÃO?

 

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Conhecedor da fraqueza e da malícia humana, Jesus quis nos deixar uma confortadora certeza que nos deve guiar ao longo dos séculos, a cada dia de nossa vida: “passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais’ (Mt 24, 35; Mc 13, 31; Lc 21 33).

Palavras de uma misericórdia extrema, própria a nos dar total segurança: assim como as leis naturais – a da gravidade, da velocidade da luz, por exemplo – não mudam, com a mesma certeza e confiança podemos nos apoiar nas leis morais e nos mandamentos, pois estes jamais poderão ser alterados. Quem assim prometeu, disse de Si mesmo: “Eu sou a Verdade” (Jo 14, 6).

Sobre um desses pontos, são esclarecedoras as palavras do Pe. Caio Newton de Assis transcitas a seguir.

QUE DEUS UNIU, O HOMEM NÃO SEPARE

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Pe. Caio Newton de Assis Fonseca, EP  (1)

O homem e a mulher são criados por Deus e a Ele devem retornar depois de dar-lhe glória nesta terra, cumprindo a missão  para a qual foram destinados desde toda eternidade. Por isso, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, Esposa Mística de Nosso Senhor Jesus Cristo, sempre está repleta de vários tipos de vocações, as quais não fazem senão enriquecê-la daqueles carismas que Deus suscita para benefício do seu povo. Entre estes chamados, pode-se fazer menção ao Sacramento que por excelência mostra a relação e a união entre Cristo e a Santa Igreja: o Matrimônio.

Como meio natural para a perpetuação da espécie humana, o matrimônio foi instituído pelo Criador, que imprimiu na própria natureza do homem e da mulher a inclinação de ter filhos: “Frutificai, disse Ele, e multiplicai-vos, enchei toda a terra!” (Gen 1, 28).

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Foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem elevou este contrato natural à dignidade de Sacramento. Sua finalidade é gerar filhos e educa-los nas vias da santidade, cabendo também aos esposos o dever de alcançar a santidade. O matrimônio lhes confere todas as graças necessárias para isso, aperfeiçoando-lhes o amor mútuo e dando-lhes luzes para educar os filhos. E, claro está, estes dons não são concedidos aos casais que não estão unidos mediante este Sacramento.

É importante lembrar que o Matrimônio tem como propriedades essenciais a unidade – ou seja, esta união deve ser entre um só homem com uma só mulher – e a indissolubilidade, pela esta união não pode ser desfeita senão pela morte de um dos cônjuges, pois, “o que Deus uniu, o homem não o separe” (cf.Mt 19, 6).

Exemplo vivo deste chamado, e que Deus manifesta o desejo que Deus tem de ser glorificado no ambiente familiar, é dado pelos Beatos Luiz Martin e Zélia Guérin, pais de Santa Teresinha do Menino Jesus. Eles, no dia de seu matrimônio, se comprometeram a, unidos, levar uma vida santa e educar nessa nota os filhos que Deus se dispusesse lhes dar. Tiveram nove, mas quatro morreram prematuramente. Das cinco filhas que sobreviveram, Santa Terezinha era a caçula. E basta pensarmos nela para compreendermos como “a família cristã proclama em voz alta as virtudes presentes do Reino de Deus e a esperança na vida bem-aventurada. Deste modo, pelo exemplo e pelo testemunho, argui o mundo do pecado e ilumina aqueles que buscam a verdade” (Lumem Gentium, 35).

Santa Teresinha entre os pais Luis Martin e Zelia, que seão canonizados brevemente

Santa Teresinha entre os pais Luis Martin e Zelia,        que seão   canonizados brevemente

(1)  O Pe. Caio Newton de Assis Fonseca, EP, é Pároco na Diocese de Bragança Paulista – SP, Paróquia Nossa Senhora das Graças

(Transcrito do Boletim informativo da Paróquia Nossa Senhora das Graças, diocese de Bragança Paulista, São Paulo, Ano V, nº 40, agosto de 2015)
Ilustrações: Arautos do Evangelho

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